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Agenda PROA: atividades dedicadas a promoção da saúde mental mobilizaram comunidades, instituições e lideranças em Breves

Programa de Orientação e Acolhimento 14/04/2026

A Agenda PROA é uma iniciativa do Instituto Mondó dentro do Programa de Orientação e Acolhimento (PROA). Mais do que uma ação pontual, ela funciona como um calendário anual de atividades voltadas à saúde mental, pensado para ser utilizado em escolas, famílias, igrejas, instituições públicas, privadas e organizações sociais.

A proposta surgiu a partir de um diagnóstico realizado em Breves, no Marajó, que ouviu mais de 500 jovens, professores e familiares. Os dados apontaram situações preocupantes, como altos índices de humilhação no ambiente escolar, sofrimento emocional, autolesão, violência sexual e falta de preparo de profissionais para lidar com saúde mental.

Diante desse cenário, o Instituto Mondó estruturou a Agenda PROA como uma ferramenta prática para fortalecer redes de apoio, criar espaços de escuta e ampliar a prevenção em saúde mental ao longo de todo o ano.

As atividades desenvolvidas no primeiro trimestre de 2026 refletem esse compromisso contínuo com o cuidado emocional, o fortalecimento de vínculos e a mobilização de diferentes comunidades e instituições.

O primeiro trimestre de 2026 foi marcado por uma intensa agenda de atividades do PROA em diferentes comunidades, instituições e espaços de Breves. Ao longo de janeiro, fevereiro e março, rodas de conversa, encontros com multiplicadores e atividades comunitárias fortaleceram o diálogo, ampliaram o alcance das ações e aproximaram ainda mais o projeto de diferentes públicos.

A programação percorreu escolas, unidades de saúde, centros comunitários, universidades, organizações sociais, comunidades ribeirinhas e grupos tradicionais, mostrando a diversidade de territórios e pessoas envolvidas.

Janeiro: início das atividades e fortalecimento de parcerias

Janeiro marcou o início das atividades de 2026 com encontros voltados aos multiplicadores e rodas de conversa em diferentes territórios de Breves.

As ações passaram por algumas instituições como Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Aeroporto, Unidade Básica de Saúde (UBS) Riacho Doce, Movimento pela Inclusão no Marajó (MIM) e grupo de parteiras tradicionais.

Em sintonia com a campanha Janeiro Branco, as rodas de conversa também trouxeram para o centro do debate os impactos da intolerância religiosa na saúde mental. Os encontros reforçaram o respeito à diversidade de crenças como um direito fundamental e como uma prática importante de prevenção ao sofrimento psíquico, especialmente entre jovens.

O mês foi marcado pelo fortalecimento das primeiras conexões do ano com lideranças comunitárias, profissionais, instituições e grupos tradicionais, criando uma base importante para as ações que se desenvolveriam nos meses seguintes.

Ao longo de janeiro, as atividades envolveram cerca de 93 participantes.

Estudantes da Escola Paulo Rodrigues em roda de conversas sobre saúde mental nas atividades do mês de janeiro (Foto: Arquivo / Instituto Mondó)

Fevereiro: expansão das atividades para novos espaços

Em fevereiro, o PROA ampliou ainda mais sua presença em diferentes espaços do município.

As atividades envolveram o espaço PROA no Centro Comunitário, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), CRAS Aeroporto, Universidade Federal do Pará (UFPA) entre outros.

Ao longo do mês, as rodas de conversa trouxeram à tona um tema cada vez mais presente na vida das comunidades: a ecoansiedade, ou seja, o sentimento de medo, angústia ou preocupação constante diante das mudanças ambientais e da crise climática, especialmente em relação ao futuro do planeta e da própria vida humana. As discussões evidenciaram como a crise ambiental também impacta a saúde mental, especialmente em territórios vulnerabilizados.

Conduzidos por multiplicadores locais capacitados, os encontros fortaleceram redes de cuidado, escuta e diálogo, reunindo mais de 90 participantes em escolas, comunidades e instituições.

O mês foi marcado pela ampliação do diálogo com diferentes públicos e pelo fortalecimento das parcerias institucionais, incluindo comunidades, organizações sociais, espaços de assistência e ensino superior.

Ao todo, as atividades mobilizaram cerca de 99 pessoas.

Em fevereiro, um dos locais que serviram como centro de debates e conversas da Agenda PROA foi o CRAS Aeroporto no município de Breves (PA) (Foto: Arquivo / Instituto Mondó)

Março: presença nas comunidades e diálogo com diferentes públicos

Março foi o mês com maior número de atividades e diversidade de públicos atendidos.

O PROA esteve presente em espaços como ASSUPA, ONG MIM, Centro Comunitário Elcione Barbalho, APAE, comunidade Nossa Senhora do Carmo, comunidade ribeirinha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e grupo de jovens do NUCA entre outros.

As rodas de conversa do mês dialogaram com um alerta importante identificado no diagnóstico realizado pelo Instituto Mondó: jovens que vivenciam situações de violência, como agressão física e assédio, apresentam impactos significativos na saúde mental, com maior incidência de sintomas de depressão, sendo as meninas as principais vítimas.

Diante dessa realidade, o tema das atividades foi o direito à saúde mental e a viver sem violência, integrando as reflexões do Março da Mulher.

As ações reforçaram a presença do projeto em comunidades urbanas e ribeirinhas, além de consolidarem o trabalho com jovens, multiplicadores e instituições parceiras.

Ao longo de março, as atividades envolveram aproximadamente 108 participantes.

A Unidade Básica de Saúde Riacho Doce II foi palco de mais rodas de conversas sobre saúde mental e acolhimento. No mês de março o foco era o mês da mulher (Foto: Arquivo / Instituto Mondó)

Mais de 300 pessoas alcançadas no primeiro trimestre

Ao reunir escolas, unidades de saúde, organizações sociais, comunidades urbanas, ribeirinhas e grupos tradicionais, a Agenda PROA reforça um de seus principais diferenciais: promover um olhar sistêmico sobre a saúde mental, reconhecendo que ela está ligada a fatores sociais, familiares, econômicos e comunitários.

As ações do primeiro trimestre mostram como o projeto tem fortalecido redes de apoio, criado ambientes de escuta e ampliado o diálogo sobre prevenção e acolhimento em diferentes territórios.

Somando todas as atividades realizadas entre janeiro e março, o PROA alcançou aproximadamente 300 participantes em diferentes territórios de Breves.

Ao longo do trimestre, o projeto fortaleceu o trabalho com multiplicadores, ampliou o diálogo com instituições parceiras e chegou a comunidades urbanas, ribeirinhas e tradicionais.

Mais do que números, o primeiro trimestre mostra o fortalecimento de uma rede de escuta, troca de experiências e mobilização comunitária, que segue crescendo a cada mês.

Espaços de acolhimento e convivência

Como parte de sua atuação contínua no território, o Instituto Mondó, por meio do PROA, tem investido na criação e no fortalecimento de espaços comunitários voltados ao acolhimento e ao desenvolvimento de jovens. A iniciativa, financiada pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis), busca oferecer ambientes seguros e acessíveis para diferentes finalidades, como reuniões, ensaios, atividades coletivas e articulação de parcerias com instituições locais.

Esses espaços já foram estruturados em pontos estratégicos de Breves, como a UBS Riacho Doce II, a biblioteca da Escola Miguel Bitar e o Centro Comunitário Elcione Barbalho, ampliando as possibilidades de convivência, expressão e fortalecimento de vínculos na comunidade.

Se você gostou dessas iniciativas e acredita no potencial das tecnologias sociais para transformar realidades, o Instituto Mondó está pronto para levar essas experiências para o seu território ou organização. Trabalhamos com metodologias participativas, inovação social e fortalecimento de comunidades, sempre respeitando os saberes locais. Para saber mais sobre como implementar e apoiar essas soluções, entre em contato pelo e-mail: contato@institutomondo.org.br

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