Articulação pela educação no Marajó ganha força e define novos compromissos em fórum regional

Com participação do Instituto Mondó, III Fórum do Gaepe consolida compromissos estratégicos e reforça a educação como motor de desenvolvimento no arquipélago

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Articulação pela educação no Marajó ganha força e define novos compromissos em fórum regional

Entre os dias 9 e 11 deste mês, o município de Soure (PA) se tornou ponto de encontro de gestores públicos, especialistas e organizações da sociedade civil em torno de um objetivo comum: transformar a realidade educacional do Arquipélago do Marajó. O III Fórum do Gaepe Arquipélago do Marajó reuniu representantes de diferentes esferas para discutir soluções concretas que impactam diretamente a vida de crianças e adolescentes da região.

Presença ativa no debate

O Instituto Mondó esteve presente no encontro por meio de suas diretoras, Carolina Maciel e Julia Jungmann. A participação reforça o compromisso da organização com o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências e na escuta ativa dos territórios amazônicos. Carolina, inclusive, integrou o painel “Primeira Infância no Marajó: pactuação intersetorial e integração com planos municipais”, em parceria com a Fundação Visconde de Cabo Frio.

“O que está em jogo aqui não é apenas a melhoria de indicadores educacionais, mas a construção de um futuro possível para crianças e adolescentes que historicamente tiveram seus direitos negligenciados. Estar nesse espaço é garantir que o Marajó seja pensado a partir de suas próprias realidades”, destacou Carolina Maciel, diretora executiva do Mondó.

Articulação que vem sendo construída

Promovido pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Pará e pelo Instituto Articule, o fórum é resultado de um processo iniciado em 2021, quando diagnósticos aprofundados evidenciaram os desafios estruturais da educação marajoara. A partir daí, foi criado o Gaepe como instância permanente de governança e articulação interinstitucional.

O evento reuniu representantes de ministérios como Educação, Saúde, Direitos Humanos e Assistência Social, além de instituições como a Universidade Federal do Pará, gestores estaduais e municipais e lideranças dos 18 municípios do arquipélago. A diversidade de atores reflete a complexidade dos desafios enfrentados e a necessidade de soluções integradas.

Carolina Maciel, diretora executiva do Instituto Mondó, em painel no III Fórum Gaepe. (Foto: Arquivo / Instituto Mondó)

Avanços concretos no território

Ao longo dos últimos anos, o Gaepe já impulsionou iniciativas relevantes, como a estratégia de Busca Ativa Escolar em parceria com o UNICEF, que garantiu a rematrícula de mais de 5 mil estudantes em 2024, além de ações voltadas à conectividade, formação de professores e melhoria da infraestrutura escolar.

“O Marajó exige políticas públicas que dialoguem com suas especificidades geográficas, culturais e sociais. Não se trata de replicar modelos, mas de construir soluções a partir do território, com articulação e responsabilidade compartilhada”, afirmou Julia Jungmann, diretora de relações institucionais do Mondó.

Compromissos que colocam o território no centro

Como resultado das discussões, o III Fórum consolidou 23 compromissos estratégicos que vão orientar ações coordenadas entre União, Estado e municípios. Entre eles, o Instituto Mondó assume um papel direto em frentes estruturantes para o futuro da região.

Em parceria com a Fundação Visconde de Cabo Frio, a organização irá apoiar os municípios marajoaras na elaboração e revisão dos Planos Municipais pela Primeira Infância. Também contribuirá para a implementação dessas estratégias nos territórios e atuará na articulação com diferentes secretarias estaduais e atores institucionais, fortalecendo a governança necessária para tirar os planos do papel.

Na prática, isso significa atuar desde o planejamento até a execução de políticas públicas voltadas à primeira infância, uma das fases mais decisivas para o desenvolvimento humano e para a redução de desigualdades históricas.

Júlia Jungmann, diretora de relações institucionais do Mondó, ao lado de autoridades. (Foto: Arquivo / Instituto Mondó)

O papel do Instituto Mondó na transformação

A presença do Instituto Mondó entre os compromissos firmados no fórum evidencia o reconhecimento de sua atuação no território e sua capacidade de contribuir tecnicamente para políticas públicas estruturantes.

“Quando a sociedade civil passa a integrar formalmente compromissos dessa natureza, o que se fortalece é a possibilidade real de continuidade e efetividade das ações. O Marajó precisa de políticas que saiam do papel e se sustentem no tempo”, destacou Carolina Maciel.

Já Julia Jungmann reforça o papel da articulação: “A transformação que o Marajó precisa não virá de esforços isolados. Ela depende de cooperação, de escuta e de compromisso com soluções construídas junto com o território.”

Um novo ciclo para a educação no Marajó

O encontro reafirma a educação como eixo central para o desenvolvimento social e econômico da região. Em um território marcado por desigualdades históricas e baixos índices de desenvolvimento humano, iniciativas como o Gaepe apontam para um caminho possível: o da cooperação, da articulação intersetorial e da construção coletiva.

Mais do que um espaço de debate, o III Fórum consolida um novo ciclo de atuação no Marajó, com metas definidas, responsabilidades compartilhadas e um horizonte comum: garantir oportunidades reais para crianças e adolescentes da região.

Se você gostou dessas iniciativas e acredita no potencial das tecnologias sociais para transformar realidades, o Instituto Mondó está pronto para levar essas experiências para o seu território ou organização. Trabalhamos com metodologias participativas, inovação social e fortalecimento de comunidades, sempre respeitando os saberes locais. Para saber mais sobre como implementar e apoiar essas soluções, entre em contato pelo e-mail: contato@institutomondo.org.br

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